A força do hábito
Novidades Julho 3rd, 2008Quando lhe tiraram as grilhetas,
a primeira coisa que o prisioneiro disse foi:
“Ai que frio nos pulsos!”
Quando lhe tiraram as grilhetas,
a primeira coisa que o prisioneiro disse foi:
“Ai que frio nos pulsos!”
Julho 3rd, 2008 at 18:06
Eu diria: dêem-me um auto-bonzeadô que tou queimada como os tôlhas ou mêmo umas pulseiras lágas Um Doce & Uma Cabana pa fingi que tive este tempo a pavoneá-me em NYC!
Julho 4th, 2008 at 13:15
Porque por vezes o estranho hábito de estarmos presos faz-nos estranhar a liberdade…
Abraço
Julho 4th, 2008 at 15:11
Cheguei a estas bandas… já nem sei bem como…
E adorei!
E com ou sem a força do hábito por cá voltarei;)
beijinhos
Julho 4th, 2008 at 22:42
(se tu fosses puta não sei bem o que leria…)
Sejamos rigorosos Zink: estava um frio do catano!
Julho 4th, 2008 at 23:00
(Eu sou puta… alguém me quer “ler”?)
Frio é favor… Estavamos em plena era glaciar, nem sequer era previsível um aquecimento global
Julho 5th, 2008 at 0:33
-Esta coisa do frio faz-me lembrar algo que li sobre um certo presidente que a fazer despacho com um secretário novo lhe estendeu uma manta para cobrir as pernas em pleno Verão:
– Não, obrigado senhor doutor, não tenho frio – agradeceu o secretário.
– Não seja tolo! – exclamou o presidente – não tem frio mas ele logo logo chegará!
Meia hora depois o secretario tremia cheio de frio no meio de um Verão lisboeta!
Quanto apostam que o grilhetado dentro de dias vai colocar umas grilhetas, nem que sejam falsas, só para se sentir seguro!
Julho 5th, 2008 at 17:36
a força do hábito é fazer o monge!… não é?!…
Bom, tá!… pode ser…;) habitualmente, rezigno-me a ver o libertado suspirar pelos seus grilhões… imagino-o subitamente cambaleando, desamparado, ao vento fresco e doce da sua recente liberdade… pode até dar frio quando se passou tanto tempo numa masmorra agrilhoado, sem ar nem luz… mas pode ser tão só um voluptuoso arrepio, de surpreendido prazer pela novidade, um gritinho de dondoca antecipadamente satisfeita…
Portanto, hábitos?!… nem bons, nem maus… o menos possível!… mas tantos quantos desejáveis!… liberdade sim! tipos medrosos, não!…
Julho 5th, 2008 at 18:05
Também há prisioneiros que, nunca tendo sido encarcerados senão no seu cadáver de pele, nunca se sentirão livres faça frio ou calor, chuva ou sol.
Julho 5th, 2008 at 23:02
Lá tenho eu de te dar razão, Henrik, e bem sabes como me aborrece…;)
Então o amor à liberdade, não nos é, como o amor da nossa mãe?!… primordial, essencial, visceral?!… opá, estraga-me a fotografia!… então, ele há, filhos da mãe que preferem viver de joelhos de castigo contra a parede?!… por coisa nenhuma que valha o que quer que seja?!… Prisioneiros, por opção, e convicção?!…
E porquê assim, sabes? imaginas?… a mim ultrapassa-me!… opá, porquê?!… como?!… para quê?!…
É aqui que o platão dá um chuto no outro!…:) e o atira para fora da caverna… cegando-o na intensa luz tal como o havia feito nas profundas trevas… apenas o fazendo conhecer, cada vez melhor, a verdadeira dimensão da sua grande ignorância… 1-0, ganhas tu!…;)
Tenho aquela coisa do Spartacus… como é que se chama?… opá, dá-me nervos…;)
Beijinhos malta
massagem os pulsos…
três vezes antes de se queixarem, imaginem-se livres…;)
Julho 7th, 2008 at 18:08
Faz-me lembrar o caso de um ex-condenado de carreira que, depois de se ver em liberdade, resolveu arranjar emprego numa fábrica de cervejas, tal era o hábito de viver atrás das grades.
Julho 7th, 2008 at 23:37
Volto a dizer que o hábito de viver atrás das grades não implica ter estado encarcerado numa prisão de ferro.
Julho 8th, 2008 at 22:11
Mas então alguém me sabe dizer como me posso livrar dessa prisão…quer seja a de ferro, a das grades de cerveja (que dispenso por não gostar), ao na prisão de carne e osso…
Como podemos ser livres quando o hábito nós prega dentro de umas redomas inquebráveis, de vidro multi resistente, que nos mantêm aliados, só conseguimos ver para lá do espesso vidro… e vemos sempre tão mal…mas todo, para lá da redoma, nos parece tão belo, tão belo como se víssemos o mundo com uns óculos de fundo de garrafa…
A redoma não se parte, nos é que partimos…
Julho 9th, 2008 at 14:16
Amigos,
No outro dia, li uma máxima já não sei de quem que postulava, mais ou menos, o seguinte: “Só se é livre depois de se perder a reputação. Antes, estamos tão preocupados em conservá-la que nos tiranizamos a nós próprios, preocupando-nos com o que os outros pensam de nós; depois, já sem esse poder nefasto do controlo social que nos aprisionava as asas, podemos almejar voar, no pleno sentido da palavra….
E, acreditem-me- por vezes, o agrilhoado habitua-se de forma tão autoaniquiladora à privação de liberdade, que esta o assusta, mas, à medida que vai caminhando pelos seus próprios pés pelo percurso que escolheu como seu, até as cores e os cheiros do que o circunda parecem diferentes.
Para mim liberdade e dignidade são dois conceitos indissociáveis…
Julho 9th, 2008 at 19:34
Aceitando que, o corpo pode estar preso mas nunca nos podem prender o espírito (não confundir com alma), que quem não quer estar preso deve sempre revoltar-se, e que por excelência a haver condição humana ela define-se pela luta obstinada e nunca largada até ao último sopro de vida. Quem quer ser livre tem que estar preparado para alguns agrilhoamentos…Eu cá não sou nem original nem acho que o deva ser…leio Camus..LOL.
Julho 9th, 2008 at 19:53
liberdade não é libertinagem…a liberdade pressupõe responsabilidades acrescidas, pois um ser verdadeiramente livre estará sempre agrilhoado à sua consciência, aos princípios de que não abdica. quem constrói livremente o seu percurso, mesmo que submeta o corpo a prisões exógenas, poderá, sempre, evadir-se pela mente.
Julho 10th, 2008 at 0:12
Concordo plenamente Isabel, vê-se que também leu Camus, um niquinho - ou muito - de Sartre, terá tocado em Heidegger? (se não, p.f. não o faça…lol).
Julho 10th, 2008 at 19:02
Henri.K.,
Li O Estrangeiro e a Peste; sou uma existencialista, embora seja uma crente em Deus, pois creio puramente na concepção de livre arbítrio e de responsabilização individual de cada um pelo seu percurso terreno. Toquei em Heidegger, salvo seja, mas, independentemente de todas essas leituras, detenho uma filosofia de vida muito pessoal, o pensamento alheio pode ajudar-me a pensar o mundo, mas não me determina a forma como o faço, essa sou eu que a modelo. E digo-o com toda a humildade, sem pretensões, que manias só as aturo vindas de Suas Majestades a Rainha D. Amélia e Rei D. Carlos que, como sabe, já estão Lá…
Julho 13th, 2008 at 10:31
Julho 16th, 2008 at 7:42
Olá Sarja!…;)
Bons olhos…
Setembro 19th, 2008 at 10:53
Foi então que o guarda prisional lhe chegou a roupa ao pêlo?