9h30: gravar um poema do Pessoa, o meu favorito: “Dobrada à moda do Porto” (grátis, cultura oblige).

11h: Presidir a uma defesa de mestrado (incumbência profissional).

13h: Descobrir que uma peça que escrevi (PessoAll) já não vai ser paga porque “não há dinheiro” para esse luxo chamado autor.

15h: Apresentar o Santiago Roncagliolo, um belo escritor peruano (incumbência profissional e prazer).

17h: Chegar atrasado ao funeral da minha tia Lurdes. (87 anos bem vividos.)

19h: Provar pela primeira vez a Sagres Rubi. (Bof, prefiro vinho.)

20h: preparar a arguição de amanhã (incumbência profissional).

21h: Preparar a conferência de sexta: “Como desaprender o português?” (Incumbência profissional, mas o prazer de chatear.)

22h: Ler trabalhos (incumbência profissional).

23h: preparar conferência sobre multiculturalismo (paga, Deus é grande).

24h: emendar conferência sobre Bellow (paga, Deus é mesmo muita bom.)