Todos nós conhecemos a história. Jesus. Poucos acreditaram que Ele era o Rei dos Judeus, que era o Filho de Deus, que a Sua Mãe era Virgem e fora visitada por um Anjo, que Ele era capaz de Milagres. Se Jesus voltasse hoje à terra quem acreditaria n’Ele? (E se um colega nosso de carteira disser que é Jesus, quem acreditará nas Suas palavras?)

Sim, todos conhecemos a história. Há uma variante menos religiosa que, parecendo o oposto, é na verdade quase idêntica à do Jesus desconhecido retornado entre nós. Aliás, desde os anos 50 que muitos filmes de ficção científica giram à volta desta versão.

Um homem aponta uma pistola a um adolescente. É desarmado por dois polícias que chegam mesmo a tempo de o impedir de acertar. Ele grita que aquele adolescente não é tão inocente como parece, porque embora nem ele próprio saiba, se continuar vivo um dia, num futuro distante, vai causar dor e sofrimento ao mundo, e a morte de milhões.

Quem acreditaria num homem que apontasse uma arma a um adolescente e fornecesse tal prognóstico como justificação para tal acto?

Entretanto, os polícias levam o homem preso. Um vendedor que assistira à cena aproxima-se do jovem, põe-lhe a mão no ombro, e diz:

- Escapaste de boa, filho. Alguém lá em cima gosta de ti. Como te chamas?

O rapaz sacode a melena preta dos olhos e responde, ainda com um tremor na voz:

- A-Adolf Hitler, senhor.