Ainda a escorregadela de Terry ao marcar o penalty que daria ao Chelsea em Moscovo a sua primeira Taça dos Campeões

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Quem diria que o capitão da equipa de Roman Abramovich iria tropeçar no Rigoroso Inverno Russo?

Faculdade de Letras

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Era um rapaz que se dava tão bem com mulheres que durante muitos anos julgou que o que tinha era um clítoris hipertrofiado.

Porque é que há guerras, papá?

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É muito fácil fazer a paz. Na verdade, bastam quatro coisas e meia.

a) Dizer à Hillary para desistir e aceitar a derrota.

b) Acabar com o crime violento depois de quem beneficiou do crime violento chegar ao poder.

c) Os chineses aceitarem que o seu fado é consumirem menos que nós.

d) Israel admitir que é um Estado muito mau e os judeus irem-se embora e aceitarem que não podem ter terra e então os palestinianos viverão felizes para todo o sempre.

PS) E, já agora, filha, no nosso processo de divórcio, tu deixares-me ficar com a casa, a custódia dos miúdos, e depois o meu advogado dirá ao teu a pensão de alimentos que me dá jeito.

Fumos da história

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As pessoas deviam s’informar

antes de criticar

Sim, Sócrates fumou

mas isso não foi mau

  o avião onde viajou

fora baptizado por Stanley Ho

de Casino Macau.

O paranobudista

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O governo da China provocou o sismo só para desviar as atenções do Tibete.

(E, sim, também da Birmânia.)

A firma Pereira

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A literatura irlandesa foi talvez a que mais trabalhou a figura do pai bêbado e déspota, que ora aterroriza a família, ora tem ataques de “bondade” em que fica espantado por eles reagirem desconfiados quando os quer bem dispostos. Penso que isto explica a argumentação “moral” do austríaco senhor Fritzl, o vilão “¿pero como es posible?” do momento. O que aliás sugere uma coisa muito simples: talvez ele seja o “mal encarnado” (ou grená), mas é muito igual a nós na dificuldade em ver-se a si próprio como tal. Lembra-me a mulher “que não é de intrigas”, o homem que acha “os outros todos uns invejosos”, o pequeno cobardolas que retoriza “havia de ser comigo”. Todos os dias nos cruzamos com simpáticos senhores Fritzl e Freitas e Silvas e Pereiras. A diferença está, tão só, na dimensão dos actos. E, já agora, dos meios. Acerca da Áustria, este fait-divers só prova que é um país próspero e com respeito pela privacidade, dois traços que o mais das vezes, vale a pena lembrar, são mais benéficos que maléficos. 

A minha vida dava uma fila indiana

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9h30: gravar um poema do Pessoa, o meu favorito: “Dobrada à moda do Porto” (grátis, cultura oblige).

11h: Presidir a uma defesa de mestrado (incumbência profissional).

13h: Descobrir que uma peça que escrevi (PessoAll) já não vai ser paga porque “não há dinheiro” para esse luxo chamado autor.

15h: Apresentar o Santiago Roncagliolo, um belo escritor peruano (incumbência profissional e prazer).

17h: Chegar atrasado ao funeral da minha tia Lurdes. (87 anos bem vividos.)

19h: Provar pela primeira vez a Sagres Rubi. (Bof, prefiro vinho.)

20h: preparar a arguição de amanhã (incumbência profissional).

21h: Preparar a conferência de sexta: “Como desaprender o português?” (Incumbência profissional, mas o prazer de chatear.)

22h: Ler trabalhos (incumbência profissional).

23h: preparar conferência sobre multiculturalismo (paga, Deus é grande).

24h: emendar conferência sobre Bellow (paga, Deus é mesmo muita bom.)

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