Ainda a escorregadela de Terry ao marcar o penalty que daria ao Chelsea em Moscovo a sua primeira Taça dos Campeões
Novidades 34 comentários »Quem diria que o capitão da equipa de Roman Abramovich iria tropeçar no Rigoroso Inverno Russo?
Quem diria que o capitão da equipa de Roman Abramovich iria tropeçar no Rigoroso Inverno Russo?
Era um rapaz que se dava tão bem com mulheres que durante muitos anos julgou que o que tinha era um clítoris hipertrofiado.
É muito fácil fazer a paz. Na verdade, bastam quatro coisas e meia.
a) Dizer à Hillary para desistir e aceitar a derrota.
b) Acabar com o crime violento depois de quem beneficiou do crime violento chegar ao poder.
c) Os chineses aceitarem que o seu fado é consumirem menos que nós.
d) Israel admitir que é um Estado muito mau e os judeus irem-se embora e aceitarem que não podem ter terra e então os palestinianos viverão felizes para todo o sempre.
PS) E, já agora, filha, no nosso processo de divórcio, tu deixares-me ficar com a casa, a custódia dos miúdos, e depois o meu advogado dirá ao teu a pensão de alimentos que me dá jeito.
As pessoas deviam s’informar
antes de criticar
Sim, Sócrates fumou
mas isso não foi mau –
– o avião onde viajou
fora baptizado por Stanley Ho
de Casino Macau.
O governo da China provocou o sismo só para desviar as atenções do Tibete.
(E, sim, também da Birmânia.)
A literatura irlandesa foi talvez a que mais trabalhou a figura do pai bêbado e déspota, que ora aterroriza a família, ora tem ataques de “bondade” em que fica espantado por eles reagirem desconfiados quando os quer bem dispostos. Penso que isto explica a argumentação “moral” do austríaco senhor Fritzl, o vilão “¿pero como es posible?” do momento. O que aliás sugere uma coisa muito simples: talvez ele seja o “mal encarnado” (ou grená), mas é muito igual a nós na dificuldade em ver-se a si próprio como tal. Lembra-me a mulher “que não é de intrigas”, o homem que acha “os outros todos uns invejosos”, o pequeno cobardolas que retoriza “havia de ser comigo”. Todos os dias nos cruzamos com simpáticos senhores Fritzl e Freitas e Silvas e Pereiras. A diferença está, tão só, na dimensão dos actos. E, já agora, dos meios. Acerca da Áustria, este fait-divers só prova que é um país próspero e com respeito pela privacidade, dois traços que o mais das vezes, vale a pena lembrar, são mais benéficos que maléficos.
9h30: gravar um poema do Pessoa, o meu favorito: “Dobrada à moda do Porto” (grátis, cultura oblige).
11h: Presidir a uma defesa de mestrado (incumbência profissional).
13h: Descobrir que uma peça que escrevi (PessoAll) já não vai ser paga porque “não há dinheiro” para esse luxo chamado autor.
15h: Apresentar o Santiago Roncagliolo, um belo escritor peruano (incumbência profissional e prazer).
17h: Chegar atrasado ao funeral da minha tia Lurdes. (87 anos bem vividos.)
19h: Provar pela primeira vez a Sagres Rubi. (Bof, prefiro vinho.)
20h: preparar a arguição de amanhã (incumbência profissional).
21h: Preparar a conferência de sexta: “Como desaprender o português?” (Incumbência profissional, mas o prazer de chatear.)
22h: Ler trabalhos (incumbência profissional).
23h: preparar conferência sobre multiculturalismo (paga, Deus é grande).
24h: emendar conferência sobre Bellow (paga, Deus é mesmo muita bom.)
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